FAQ - Perguntas Mais Frequentes

 

Aqui você encontrará respostas para algumas das perguntas mais comuns sobre tradução e aprendizagem de línguas. As respostas são propositalmente curtas, apenas com o intuito de informar o leitor com o que é mais relevante (e prático) em cada questão.

 01  Quanto tempo leva para ficar fluente em inglês?

Depende do nível de fluência que você busca atingir e de quanto tempo você dedicará para o estudo. Na verdade, também depende de diversos outros fatores como, por exemplo, se você já estudou inglês ou alguma outra língua antes, se você tem disciplina e paciência, se você é bem informado etc.

 

E obviamente existem limites. Por exemplo, se você nunca estudou inglês para valer e daqui a seis meses precisa alcançar a pontuação no TOEFL necessárias para ser aceito num programa de pós-graduação no exterior, é bem provável que eu tente lhe convencer a desistir dessa ideia maluca. Mas se você se planejou e pensa em fazer o teste daqui a uns dois, aí estamos sendo realistas.

 

Há diferentes níveis e tipos de "fluência". Se você já tem algum conhecimento do idioma e quer se preparar para um teste de leitura (como aqueles aplicados em seleções de mestrado), é bem provável que, com abordagem, estratégias e materiais certos, você consiga atingir seu objetivo em alguns meses. O mesmo serve para quem vai viajar e quer "tirar o pó" do inglês que estudou anos atrás. Você vai se sentir mais confiante para usar inglês em situações mais ou menos previsíveis como compra de ingressos e pedidos em restaurantes, mas precisa estar ciente de que ainda vai faltar muito para conseguir discutir "diversidade cultural num mundo globalizado" com o estudante sueco que você conheceu em Cape Town. 

 

A verdade é que a fluência, no sentido de ser capaz de se comunicar com desenvoltura em qualquer contexto, só vem com muitos anos de estudo e contato com a língua, quer seja no exterior, quer seja no Brasil, fazendo cursos, lendo, assistindo TV e encontrando pessoas para conversar.

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 02  Para ficar fluente mesmo, só morando no exterior, né?

Sim e não. É claro que a pessoa tem chances maiores de desenvolver suas habilidades linguísticas em um ambiente de imersão, principalmente se a pessoa já for um falante intermediário quando for para o exterior. Entretanto, existem inúmeros casos de pessoas que não conseguiram desenvolver ou avançaram pouco em sua fluência, ou por não terem conseguido se integrar à sociedade do país para onde foram, ou porque lá encontraram conterrâneos e acabaram interagindo mais em língua materna do que na língua estrangeira. E mais: quando digo imersão, quero dizer estar imerso num país e entre pessoas falantes (preferencialmente nativos) de inglês. Não estou me referindo a certos programas organizados, vendidos e ministrados por brasileiros, que tentam proporcionar situações nas quais os participantes (também brasileiros) só possam utilizar a língua inglesa. Isso não é imersão. O uso do inglês nessas situações não é sempre natural, mas um "fazer de conta", não muito diferente daqueles que são feitos em tarefas de sala de aula.

Com certeza é perfeitamente possível chegar à fluência em inglês sem ir para o exterior. Requer tempo, paciência e empenho. Você provavelmente vai precisar de orientação (cursos, professores, materiais), vai ter que baixar a guarda e não ter medo de errar e deverá ser um eterno e incansável curioso. Mas essas não condições apenas para o estudo de idiomas, mas para qualquer coisa que você queira aprender, seja em casa, na escola ou no trabalho, tanto aqui quanto em Londres.

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 03  Qual é mais fácil: inglês britânico ou americano? Qual você ensina?

Para quem está começando a estudar inglês, nenhuma destas variantes é mais fácil ou difícil. Cada uma delas tem suas particularidades e aspectos que podem ser mais ou menos desafiadores para o estudante brasileiro. Apesar de existirem algumas diferenças no uso do vocabulário e na gramática, na verdade a maioria das diferenças entre inglês americano e britânico se concentra na pronúncia. E é claro que falo de variante padrão (da mídia e dos grandes centros), pois existem inúmeras diferenças dentro do inglês americano, dependendo da região dos EUA onde é falado; e o mesmo vale para o inglês britânico no Reino Unido.

 

Hoje em dia, se fala muito em ensino de inglês para comunicação internacional, já que quem aprender o idioma hoje não pretende interagir necessariamente com britânicos ou americanos. Por exemplo, se um brasileiro e um coreano utilizarem a língua inglesa para se comunicarem, será que vai mesmo importar se estão usando o inglês americano ou britânico? Com certeza, não. Mesmo que o brasileiro possa ter como modelo o inglês falado num país e o coreano no outro, o fato é que ambos estarão usando sua variante própria do idioma, com as influências que naturalmente decorrem das suas línguas maternas.

 

Eu trabalho tanto com materiais britânicos quanto americanos, conforme a disponibilidade e dependendo da preferência do aluno, mas meu foco é o inglês para comunicação internacional.

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 04  Como é feita uma tradução?

Muita gente imagina um supercomputador, com vários softwares automatizados rodando simultaneamente, enquanto o tradutor apenas monitora o processo. Outros pensam em um cara sentado numa grande mesa cheia de glossários amarelados e gramáticas empoeiradas, num trabalho quase medieval. Na verdade, o tradutor do século XXI está em algum ponto entre essas duas imagens.

 

Meu trabalho tem várias etapas. Tudo começa com a leitura do texto original e a avaliação da sua complexidade quanto ao assunto e à redação. Depois de levar isso em conta junto com o tempo que me é disponibilizado para fazer o serviço, crio um orçamento. No caso dos textos acadêmicos, começo então uma análise mais detalhada da terminologia e a partir desta pesquisa crio um glossário de termos específicos para o trabalho em questão. Isso garante linearidade e coesão à tradução. Depois, inicio a tradução propriamente dita, na qual busco encontrar a melhor forma de transmitir as ideias e palavras do autor da forma mais natural no idioma de chegada. Logo após essa etapa, realizo uma revisão comparativa detalhada dos textos (se necessário e possível, entrando em contato com o autor para esclarecimentos), e então envio a tradução.

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 05  Já escrevi meu artigo em inglês (com ajuda do Google Tradutor) e gostaria que você o corrigisse. Você faz isso?

A tradução de um texto, de forma que conserve a qualidade e os padrões originais, é um processo complicado. Envolve muita pesquisa, um nível de fluência alto em ambas as línguas e o conhecimento das diversas técnicas que envolvem a tradução. Tradutores automáticos (mesmo os mais avançados como o Google Tradutor) não são capazes de reconhecer nuances de denotação e conotação próprias da comunicação humana. Eles podem até quebrar o galho com expressões e palavras cotidianas, mas falham em textos mais complexos. É muito mais difícil tentar "decifrar" a partir do texto vindo de um tradutor automático o que o autor quis dizer do que fazer a tradução, a partir do texto original do autor. Dependendo da situação, eu posso prestar serviços de correção/revisão de tradução, mas somente se eu tiver acesso ao texto original. 

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